Eu? Eu escrevo as páginas da minha vida, enquanto noto o tempo fluindo gota a gota rumo à eternidade.
Quero que meus dias sejam mais do que converter oxigênio em gás carbônico.
Quero que meus passos deixem marcas firmes nesse solo de suor e não raramente de lágrimas.
Eu? Eu nego uma vida sem sentido. Não aceito acordar por acordar, deixar o cheiro da manhã passar despercebido.

Vejo vida no "bom dia", vejo vida em um sorriso, há vida na beleza da flor, há vida nos espinhos da vida, há vida na brisa, há vida no deserto, há vida até na dor.
Eu entreguei a minha história ao "Roteirista dos Roteiristas"e sob sua orientação tenho visto que é possível que as páginas de felicidade sobrepujem aos escritos de lamúrias, reservados a quem respira, mas não vive.
Viver é dom, é dádiva.
Ganhar um novo dia é ter a chance de lançar um novo olhar sobre o mundo, sobre as próprias páginas.

Eu? Eu aprendi que cada minuto do dia traz em suas entrelinhas a chance de honrar Àquele que nos presenteia com a vida.
Até que chegue o dia de prestar contas a Deus do uso que se fez dela.

Janaina oliveira*





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As postagens refletem o que eu penso, e aquelas que não forem de minha autoria sempre virão acompanhadas dos nomes de seus respectivos autores. Eu acho estranho me definir, pois alguém é o que deixa explícito através de suas atitudes, de suas páginas. Sou evangélica (felizzz com Jesus) e gosto muito de escrever. Aprendi a amar assuntos relacionados à Educação e infância por conta da faculdade de Pedagogia que curso. Eu sou eu, única e especial para Deus assim como você.

O Senhor será exaltado sobre as minhas circunstâncias!

domingo, 7 de março de 2010

Voz dos sonhos



uma voz acima da razão
Pulsa em cada coração
Quer mostrar algo além do que é visível
Ultrapassa o impossível
Sonho é essa voz que diz: quem ousar me ouvir, tudo pode conseguir
Sonhar é viajar, é não se conformar
Que é a vida é só o que se toca e se vê
Os sonhos são assim, essência do existir
Só viram realidade pra quem acreditar
E buscar realizar
Quando alguém dá a essa voz abrigo
Surge um mundo mais florido
Pois abre-se a janela da fé
A certeza vai fluindo
Se as circunstâncias tentam impedir
A voz vem pra repetir: Tudo é possível, SIM
Quem vive por sonhar, não pode mais voltar
Por medo de sofrer
Desistir por quê?

Se os sonhos não têm fim
Pra quem não desistir
De crer que na verdade
O prêmio do sonhar
É lutar e realizar.



Janaina Oliveira*

sábado, 6 de março de 2010

Jardim (Rubem Alves)



“Depois de uma longa espera consegui, finalmente, plantar o meu jardim. Tive de esperar muito tempo porque jardins precisam de terra para existir. Mas a terra eu não tinha. De meu, eu só tinha o sonho. Sei que é nos sonhos que os jardins existem, antes de existirem do lado de fora.
Um jardim é um sonho que virou realidade, revelação de nossa verdade interior escondida, a alma nua se oferecendo ao deleite dos outros, sem vergonha alguma… Mas os sonhos, sendo coisas belas, são coisas fracas. Sozinhos, eles nada podem fazer: pássaros sem asas… São como as canções, que nada são até que alguém as cante; como as sementes, dentro dos pacotinhos, à espera de alguém que as liberte e as plante na terra. Os sonhos viviam dentro de mim. Eram posse minha. Mas a terra não me pertencia.
O terreno ficava ao lado da minha casa, apertada, sem espaço, entre muros. Era baldio, cheio de lixo, mato, espinhos, garrafas quebradas, latas enferrujadas, lugar onde moravam assustadoras ratazanas que, vez por outra, nos visitavam. Quando o sonho apertava eu encostava a escada no muro e ficava espiando.Eu não acreditava que meu sonho pudesse ser realizado. E até andei procurando uma outra casa para onde me mudar, pois constava que outros tinham planos diferentes para aquele terreno onde viviam os meus sonhos.
E se o sonho dos outros se realizasse, eu ficaria como pássaro engaiolado, espremido entre dois muros, condenado à infelicidade.Mas um dia o inesperado aconteceu. O terreno ficou meu. O meu sonho fez amor com a terra e o jardim nasceu.
Não chamei paisagista. Paisagistas são especialistas em jardins bonitos. Mas não era isto que eu queria. Queria um jardim que falasse. Pois você não sabe que os jardins falam? Quem diz isto é o Guimarães Rosa: “São muitos e milhões de jardins, e todos os jardins se falam. Os pássaros dos ventos do céu – constantes trazem recados. Você ainda não sabe. Sempre à beira do mais belo. … É preciso ter saudades para saber. Somente quem tem saudades entende os recados dos jardins. Não chamei um paisagista porque, por competente que fosse, ele não podia ouvir os recados que eu ouvia. As saudades dele não eram as saudades minhas. Até que ele poderia fazer um jardim mais bonito que o meu. Paisagistas são especialistas em estética: tomam as cores e as formas e constróem cenários com as plantas no espaço exterior. A natureza revela então a sua exuberância num desperdício que transborda em variações que não se esgotam nunca, em perfumes que penetram o corpo por canais invisíveis, em ruídos de fontes ou folhas…Queria o jardim dos meus sonhos, aquele que existia dentro de mim como saudade. O que eu buscava não era a estética dos espaços de fora; era a poética dos espaços de dentro.
Eu queria fazer ressuscitar o encanto de jardins passados, de felicidades perdidas, de alegrias já idas. Em busca do tempo perdido… Uma pessoa, comentando este meu jeito de ser, escreveu: “Coitado do Rubem! Ficou melancólico. Dele não mais se pode esperar coisa alguma…” Não entendeu. Pois melancolia é justamente o oposto: ficar chorando as alegrias perdidas, num luto permanente, sem a esperança de que elas possam ser de novo criadas. Aceitar como palavra final o veredicto da realidade, do terreno baldio, do deserto. Saudade é a dor que se sente quando se percebe a distância que existe entre o sonho e a realidade. Mais do que isto: é compreender que a felicidade só voltará quando a realidade for transformada pelo sonho, quando o sonho se transformar em realidade. Entendem agora por que um paisagista seria inútil? Para fazer o meu jardim ele teria que ser capaz de sonhar os meus sonhos…Sonho com um jardim.
Todos sonham com um jardim. Em cada corpo, um Paraíso que espera… Nada me horroriza mais que os filmes de ficção científica onde a vida acontece em meio aos metais, à eletrônica, nas naves espaciais que navegam pelos espaços siderais vazios… E fico a me perguntar sobre a perturbação que levou aqueles homens a abandonar as florestas, as fontes, os campos, as praias, as montanhas.
Rubem Alves- O Retorno Eterno ( fragmentos da pág.65)

sexta-feira, 5 de março de 2010

“Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça…”





quinta-feira, 4 de março de 2010

Onde está o meu Rei?


A canção O Meu rei de Sérgio lopes que postarei logo abaixo fala muito comigo. Jesus estava lá, no meio do seu povo e Ele era a resposta, era a promessa que Israel esperou por tanto tempo. A cegueira espiritual era tão grande que o povo não o reconheceu. Eles confundiram a essência de Deus com sua própria essência soberba. Ansiavam por um Rei político, que os livrasse do Jugo de Roma, e não de suas prisões espirituais, do abismo do pecado que os separava de Deus. Será que somos diferentes daquele povo? Temos reconhecido Jesus em sua simplicidade ou só o sentimos e percebemos nas grandes reuniões, nas grandes igrejas, através dos "grandes homens de Deus"? Ele pode estar falando atráves daquele irmão tão humilde, da criança, naquela igreja com poucos membros. Sua presença pode estar no louvor daquele irmão que nem é tão afinado, mas tem um coração contrito que por certo Deus não despreza.
Jesus foi desprezado por aqueles que mais esperavam por Ele. Que ironia!!!
No tempo que se chama hoje, muitos não têm em si mesmos os atributos de Jesus. Tão soberbos, tão importantes, tão cultos! Como os escribas e fariseus que falavam o tempo todo de Deus, mas não o conheciam de verdade, pois não reconheceram o Filho do Deus que eles diziam servir. Quem conhece o Senhor, quem tem intimidade com Ele e dicernimento, sabe exatamente quando Ele fala e se rende com
humildade à sua doce voz.
Janaina Oliveira*

Letra da música O Meu Rei
compositor : Sérgio Lopes.

Me chamaram depressa:
- Vem correndo à janela

Pois o rei vai passar!
Vamos ver sua pompa, carruagens de ouro
Que vão lhe acompanhar!
Vamos ver seus cavalos!Estandartes dourados! Sua guarda real!
Então fui procurar, orgulhoso avistar
O meu rei triunfal.
Mas como eu acharia
Quem eu não conhecia em meio à multidão?
Encontrei no caminho
Sobre um jumentinho alguém que me olhou
Perguntei apressado se ele havia encontrado
E onde estava o meu rei
Ele apenas sorriu, seu caminho seguiu
E eu também me afastei
Já cansado e abatido
Eu cheguei ao final daquela multidão
Mas não vi carruagens e não vi estandartes
Não achei o meu rei!
Perguntei outra vez
E a resposta que ouvi Jamais esquecerei:
- O teu rei vai sozinho, sobre um jumentinho.
E em soluços chorei.

segunda-feira, 1 de março de 2010

BBB, A IMBECILIZAÇÃO NACIONAL.


Todos os anos a emissora do "plim plim" presenteia seus telespectadores com uma nova edição do BBB ( Big Brother Brasil) e lá se vão meses de futilidade exposta em rede nacional. A emissora escolhe as "pérolas" da vez entre muitos brasileiros que gostariam de minutos de fama e é claro, do dinheirão que o programa oferece ao vencedor.
Durante o tempo de duração do reality as pessoas tiram um tempo que poderia ser utilizado para explorar o próprio potencial e assimilam todo o "rico conteúdo" que o programa oferece, conteúdo este que vai desde brigas à palavras de baixo calão, além é claro, da famosa frase que todos usam: " estou sendo eu mesmo".
É evidente que a emissora tem critérios para escolher os participantes, as damas precisam corresponder ao padrão de beleza da mulher brasileira e os outros critérios, ahhh!!! Os outros critérios dependem do que a emissora deseja impregnar nas mentes acríticas que dão ibope ao programa. Pode ser a religião que ela quer defender, pode ser a libertinagem mesmo e por aí vai.
O mais irritante é ver nos intervalos das poucas programações que ainda oferecem algo útil, aquele robozinho surgindo do nada acompanhado de entrevistas de cidadãos dando opiniões acerca do programa. Eles falam com tanta seriedade como se estivessem discorrendo sobre assuntos importantes como a preservação do planeta, o aquecimento global, a corrupção no país, mas pasmem! Eles estão falando da vida alheia.
No final do programa alguém sai milionário, muitos saem famosos e os telespectores voltam para suas vidas, com um precioso tempo perdido, menos cultos, mas por certo com algum discurso que sutilmente foi impregnado em suas mentes. Eles voltam mais manipulados do que antes, mas sentindo-se livres e felizes por terem presenciado da tela de suas televisões aos barracos e diálogos que eles julgam interessantes.
Brasil-sil-sil
!
Janaina Oliveira*

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Dentro de Mim



Dentro de mim há um mundo invisível aos olhos alheios.
É nele que residem minhas mais profundas aprendizagens
E tudo que é precioso para mim,
Nele também moram meus sonhos e as palavras que acalento.
Neste meu mundo estão minhas maiores riquezas que o mundo externo não pode entender
Está a simplicidade que exalo, o lugar mais lindo, o jardim mais florido.
Está o meu amor pela vida, por Deus, por meus amigos.
Não me importa se lá fora não me conhecendo, haja quem não me julgue forte, não me julgue bela, não me julgue feliz
Tudo que é precioso fica bem guardado e poucos têm a chave que dá acesso a esse interior

Mas aqueles que a possuem, são dignos de que eu divida minha vida e meu jardim.
Aos que não têm a chave do meu mundo e mesmo assim insistem em falar com propriedade sobre mim
restam as especulações, que não refletem quem eu sou, mas quem eles mesmos são.

E enquanto há quem julgue, diga, especule, nada se altera em meu interior.
Pois fraco e infeliz é aquele que põe na opinião alheia a sua esperança e a sua força.
Olho para dentro de mim e permaneço simples, feliz, forte, com fé, com amor por meu semelhante .
Permaneço em Deus para que não viva mais eu, mas Cristo viva em mim.

Janaina Oliveira*

Antes, santificai ao SENHOR Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós. Tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom porte em Cristo. Porque melhor é que padeçais fazendo bem ( se a vontade de Deus assim o quer ), do que fazendo mal. ( I Pedro 3 : 13/15)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O PAPEL DA ESCOLA NA DIFUSÃO DO PRECONCEITO RACIAL


O Brasil é inegavelmente um país miscigenado e essa pluralidade étnica é explicada pelo processo histórico do país que "uniu" europeus, índios e negros. A história do Brasil é caracterizada pela hegemonia ideológica, econômica e cultural da classe dominante, uma minoria branca que se estabeleceu no topo da hierarquia resultante dessa miscigenação.
Muito tempo se passou desde a colonização do Brasil, mas é possível notar que embora disfarçada de igualdade, a hegemonia revoltante supracitada vigora na sociedade atual, fazendo com que a história do Brasil continue sendo escrita e contada pela minoria que impõe o modelo eurocêntrico e justifica a discriminação racial. Tal dominação subsistente é cristalizada também pela escola que teoricamente tem um papel de inclusão, mas no campo da prática reproduz a supremacia ideológica vigente.
Evidencia-se que sobretudo os negros permaneceram em uma posição de desigualdade, por isso urge discorrer sobre a função da escola na formação da identidade das crianças negras, nas classes de educação infantil.
Sabe-se que a escola é responsável pelos processos de coletivização infantil, e diante da inserção de crianças negras e brancas no mesmo espaço escolar subtende-se uma equidade entre as mesmas, porém, a negação da identidade de crianças afro descendentes inicia-se no próprio ambiente escolar. Raramente as ilustrações ou cartazes confeccionados pela escola retratam crianças negras; e o que dizer das histórias infantis? Os contos de fadas exaltam a figura da Branca de Neve, Rapunzel, Chapeuzinho Vermelho, todas de pele clara como a neve. Isso facilita a incorporação do modelo europeu como o "belo", desvalorizando as características das crianças de pele negra e gerando nelas o sentimento de inferioridade, além de estimular o preconceito e as tensões entre crianças brancas e negras, sendo que as últimas passam a ser vistas como feias, de "cabelo duro".
Os lugares de destaque, os papéis de heróis, heroínas, príncipes e princesas nas apresentações escolares geralmente são concedidos a quem mais se aproxima do modelo de beleza aspirado pela sociedade, EXCLUINDO as demais crianças e portanto, interferindo de modo negativo na elaboração de sua identidade.
Crianças são seres aptos à novas descobertas e assim mais vulneráveis à discursos nocivos, visto que estão em processo de desenvolvimento cognitivo e também sociológico. É promovendo a reprodução das idéias da elite opressora que os atores de exclusão social perpetuam a supremacia da mesma, o que continua fazendo do Brasil um país de segregação social.
Tendo em vista os fatos mencionados acima, fica evidente a necessidade de repensar a educação oferecida nas nossas escolas e acordar para o poder que elas têm, de forma que o espaço escolar deixe de ser difusor de uma mentira na qual constitui-se a inferiorização de determinados grupos e passe a ser um meio de negação ao preconceito e de verdadeira inclusão.
Janaina Oliveira*

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Os poemas




Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

Mario Quintana

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

No Deserto







O que se segue agora é uma canção que fluiu do meu coração em um momento de dificuldade. Fluiu dos meus lábios durante uma oração, portanto não tem nenhuma pretensão musical. Estava guardada em minha lembrança, então decidi compartilhar, pois todos nós cristãos já passamos pelo deserto. E quando achamos que a vida morreu definitivamente, o nosso Deus vem e nos faz ouvir a Sua voz sublime que transforma nossa sequidão em oásis.




*Tanta dor, tanta dor!

E a lágrima é o som do meu coração agora.
Oh meu Deus, muda minha sorte de uma vez,
Muda minha história
Eu quero sorrir por dentro também
*No deserto da minh'alma estou andando
Meu castelo era de areia, já ficou pra trás
Tudo o que eu ouço é o sussurro do vento
Me dizendo que estou só, abalando minha paz
*Mas há uma voz, Senhor!
Eu espero ouvir Tua voz
Que acalma o vento, para o tempo e me traz a paz
Só essa voz de amor, vai aos verdes pastos me guiar
Eu não quero ver miragens, quero a água que Tu dás
Hoje só saio daqui quando ouvir Tua voz
**Tanta dor, tanta dor!
Do meu trono ouço o som De um coração que chora
Filho meu, creia tua sorte eu já mudei, Minha é tua história
Depois da noite de dor, a alegria vem
**Nesse deserto eu estou te moldando
Vem, te firmo em uma rocha, não vacilarás
Eu não te abandono nem por um segundo
Filho meu, do meu amor quem pode te afastar?
**É a minha voz de amor que tu deves escutar
Não é a do vento, do mau tempo que quer te assustar
Tu és mais que vencedor, tua vitória certa está
Eu te abraço, eu te afago, filho hoje vencerás
*A alegria te espera Assim diz a minha voz.
Janaina Oliveira*

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Pra não dizer que não falei de flores. O que eu aprendo com as rosas?***ჱܓ


Sempre quando olho para uma rosa, sou levada a pensar no significado de sua criação.
Pode soar piegas, ou filosófico demais. Alguém pode pensar: Ora, que bobagem! As rosas existem porque existem. No entanto, vejo nessa flor uma grande lição.
Não creio que Deus tenha criado as rosas apenas para que os enamorados se presenteiem com as mesmas, ou para deixar os jardins e as cerimônias de casamentos mais bonitos. Olhe para uma rosa. Ela é bela e encantadora, mas fite-se num detalhe que a compõe, os espinhos.
Talvez Deus tenha criado as rosas para nos mostrar que a vida é bela, mas cheia de percalços, os "espinhos," que fazem com que muitos não vejam sentido ou beleza em viver. O interessante é que os espinhos que são parte da rosa, não fazem com que deixemos de admirá-la, não a tornam menos bonita e delicada. Assim, as aflições que todos nós passamos aqui não devem minimizar o significado de viver, não devem roubar-nos o ato de enxergar beleza na vida. As roseiras enfrentam chuvas e estiagens, mas continuam presenteando o mundo com as rosas.

Você também pode renascer após a dor e melhor que antes, mais "belo" que antes. Não deixe de ser grato por sua vida somente por já ter sido ferido por seus espinhos. Fite-se na sua totalidade , no que você representa para Deus e para aqueles que te amam.
Talvez você pense que não possui atrativos como as rosas, mas dentro de você há um potencial e uma beleza esperando sua autorização para que possam desabrochar.


viva, ame, "renasça". Jesus te ama!
Janaina Oliveira*


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Recanto da Pedagogia (Infância Perdida)


Durante muito tempo a criança ocupou um lugar de quase invisibilidade no contexto social e educacional. Apesar das significativas mudanças alcançadas ao longo do tempo, nota-se atualmente que a "perda da infância" apenas mudou de roupagem, vestindo-se de modernidade.
A concepção da Idade Média de criança como "mini-adulto" e a pouca atenção dada à mesma podem ser identificadas atualmente em jargões que soam até poéticos como "a criança é o futuro da nação", esquecendo de valorizá-la e enxargá-la como CRIANÇA.
O processo de desinfantilização na contemporaneidade soa como algo natural. ora, se outrora isso se dava pela falta de compreensão de infância como período em que o infante necessitava de atenção especial e de educação específica, atualmente isso ocorre pela gama de conteúdos, informações e valores impróprios oferecida pela "educadora unânime da atualidade", a televisão bem como demais setores da mídia.
Nota-se um processo de infantilização da sensualidade, justificado pela exposição de crianças à novelas e comerciais com conteúdos de cunho sexual transmitidos em horários que somente na teoria são censurados. Desenhos animados também merecem atenção, visto que não são poucos aqueles que exaltam a violência como algo eficaz e que louvam a mentira e o sadismo.
O Pica-Pau por exemplo vive trapaceando e machucando seus oponentes, sendo geralmente recompensado por isso. Tenhamos cuidado com nossas crianças e não permitamos que o acesso sem orientação adulta à televisão que constitui-se no meio mais acessado para obter informação e entretenimento, inverta valores imprescindíveis para o pleno desenvolvimento do caráter das mesmas e roube sua infância.


Janaina oliveira*

Vasos. Apenas vasos.

Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. (2 Coríntios 4:7)

Constantemente reflito sobre o significado de servir a Deus. Nós temos o hábito de cantar: "A Tí seja a honra e a glória, Senhor". No entanto, à vezes a expressão "servos de Deus" contrasta com atitudes narcisistas de alguns cristãos.
Como ressalta a música da banda Gospel Fruto Sagrado: "Tanto falso herói se achando o tal, iludido com aplausos, elogios, com o pedestal", temos visto o esquecimento do propósito dos talentos distribuídos por Deus. Nós, servos do senhor, precisamos entender que o propósito do nosso ministério seja ele qual for, deve ser a glória de Deus e não a promoção pessoal.
Infelizmente alguns negam tal verdade e enveredam por um caminho de exaltação própria, esquecendo de imitar a Cristo como a Palavra de Deus nos exorta.
Voltando aos tempos de Cristo na Terra (enquanto os sumos sacerdotes empenhavam-se em transparecer soberba e suntuosidade) Jesus, o mais sublime dos homens, usou a simples figura de um lírio para demonstrar o carinho e o cuidado de Deus por nós, mostrando que o nosso Deus é simples e preza pela humildade.
Jesus não se exaltou, Ele se esvaziou de sua glória e nós, quem somos para abrigar a soberba em nossas vidas?
Vigiemos pois Deus não tem parte com os soberbos. O culto ao EU tem se infiltrado em muitos corações e somente através da Palavra de Deus e de um relacionamento íntimo com Jesus, aprendemos a rejeitar a exaltação própria e a cultivar a humildade.
O segredo do senhor é com os humildes. O pastor e os irmãos podem não enxergar o nosso interior, mas Deus nota o orgulho nos corações, pois a Bílblia diz que os soberbos Deus conhece de longe.

De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em cristo Jesus.
Que sendo em forma de Deus não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo , tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente a té a morte e morte de cruz. (Filipenses 2. 5-8).

Que a nossa humildade seja genuína e que demos a glória a quem é digno: Deus. Caso contrário nossa vida cristã será apenas uma encenação teatral.

Janaina Oliveira*

domingo, 14 de fevereiro de 2010



A violeta é introvertida e sua introspecção é profunda. Dizem que se esconde por modéstia. Não é. Esconde-se para captar seu próprio segredo. seu quase-não-perfume é glória abafada mas exige da gente que o busque. Não grita nunca seu perfume.
Violeta diz levezas que não se podem dizer.
(Clarice Lispector)

Simples Assim



Nas mais inexpressivas tarefas, nas ocasiões mais singelas encontro a essência da felicidade.
Os pequenos momentos são sempre os mais marcantes:
Aquela gargalhada que eu dividi com alguém, reunião de família, uma conversa com um grande amigo mesmo no meio da rua, ouvir a voz de quem eu amo, café com pão e manteiga...
...São deles que sempre resta um aroma, uma canção, uma marca que me remontam ao passado fazendo-me reviver a felicidade. Na delicadeza e detalhes que vejo nas flores, percebo que Deus é igualmente grandioso em sua magnitude e minuciosidade.
Através de uma frase que me fez aprender, das reflexões geradas diariamente
Expresso meu olhar sobre a vida, sob meu ângulo predileto: o mais simples possível.
Janaina Oliveira*